Parceria entre SMS, INCA e MSD Brasil reforça prevenção do câncer do colo do útero e amplia adesão à imunização. Crédito: Edu Kapps/SMS
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a empresa biofarmacêutica MSD Brasil, realizou nesta quarta-feira (25), no INCA 3, uma ação de vacinação contra o HPV voltada a pacientes do instituto. O evento teve como principal objetivo ampliar a adesão à imunização e reforçar a importância da prevenção do câncer do colo do útero.
A iniciativa ocorreu em um momento de fortalecimento das estratégias de prevenção da doença no Sistema Único de Saúde (SUS), que passou a incluir como grupo prioritário para vacinação mulheres diagnosticadas com lesões intraepiteliais cervicais de alto grau (NIC 2 e NIC 3) e adenocarcinoma in situ (AIS), submetidas a tratamento cirúrgico do colo do útero. A medida busca reduzir o risco de recorrência das lesões associadas ao HPV e reforçar a prevenção secundária do câncer do colo do útero.
“Ampliar o acesso à vacina contra o HPV representa um avanço importante na prevenção do câncer do colo do útero. Além de proteger adolescentes e grupos prioritários já contemplados pelo SUS, a inclusão de mulheres tratadas por lesões de alto grau fortalece o cuidado integral e contribui para reduzir o risco de recorrência dessas lesões”, afirmou o secretário municipal de saúde, Rodrigo Prado.
Vacinação amplia proteção contra o câncer do colo do útero
O câncer do colo do útero é causado, na maioria dos casos, pela infecção persistente por tipos oncogênicos do papilomavírus humano (HPV), especialmente os tipos 16 e 18. Trata-se do quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e uma das principais causas de morte por câncer nessa população, apesar de ser uma doença altamente prevenível.
A vacinação contra o HPV é uma das principais estratégias de prevenção primária da doença e complementa as ações de rastreamento realizadas na rede de saúde. Atualmente, o SUS disponibiliza gratuitamente a vacina para meninas e meninos de 9 a 19 anos e para grupos específicos definidos pelo Ministério da Saúde, como pessoas vivendo com HIV, usuários de PrEP, vítimas de violência sexual, imunossuprimidos e pacientes com condições clínicas especiais.
Seguindo recomendação do Ministério da Saúde, o município do Rio também passou a ofertar a vacina para mulheres diagnosticadas com lesões intraepiteliais cervicais de alto grau (NIC 2 e NIC 3) e adenocarcinoma in situ (AIS) submetidas a tratamento do colo do útero. Nesses casos, a vacinação pode ser realizada durante o período de tratamento ou em até 12 meses após o procedimento, mediante prescrição médica e apresentação da documentação correspondente.
No município do Rio de Janeiro, o imunizante está disponível em 243 salas de vacinação, incluindo clínicas da família, centros municipais de saúde e as unidades do Super Centro Carioca de Vacinação, localizadas em Botafogo, Campo Grande e Del Castilho.













