Evento no Hospital Souza Aguiar reúne lideranças para reforçar protocolos de cuidado. Crédito: Edu Kapps / SMS
A campanha Julho Amarelo é dedicada ao combate às hepatites virais. Para reforçar o enfrentamento à doença, o Simpósio de Hepatites Virais reuniu lideranças de diversos órgãos de saúde pública, entre eles a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), para conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce e das notificações de casos. Organizado pelo Grupo de Fígado do Rio de Janeiro, o evento aconteceu no auditório do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, nesta quinta-feira (16).
As hepatites são inflamações no fígado causadas por infecção viral. O Simpósio de Hepatites Virais discutiu a prevenção e o tratamento da doença sob três recortes temáticos: “Eixo 1 – Panorama e Prevenção de Hepatites Virais”, “Eixo 2 – Vigilância Epidemiológica e Direitos dos Usuários” e “Eixo 3 – Organização da LInha de Cuidado na Atenção Primária”.
“Nesta campanha, intensificamos as ações de diagnóstico e informação sobre os meios de contágio, a fim de vincular o paciente à rede de Atenção Primária, que é fundamental na articulação para a prevenção e para incentivar o diagnóstico precoce”, destacou a hepatologista Mauren Machado, gerente de Hepatites Virais da SMS, durante o evento.
Existem cinco tipos de hepatite, identificados pelas letras A, B, C, D e E, sendo os três primeiros os mais comuns no Brasil. O tipo A tem transmissão fecal-oral, por água ou alimentos contaminados. Já a hepatite B é transmitida pelo sangue e por secreções e pode passar da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto. A hepatite C é transmitida principalmente pelo contato com sangue contaminado.
Os três tipos podem ser transmitidos por via sexual, o que torna o uso de preservativo e de barreiras de proteção uma medida de proteção fundamental. Contra as hepatites A e B, a vacinação é a principal forma de prevenção e está disponível nas unidades de saúde. Para a C não existe vacina, mas há tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) com boa taxa de resposta.
Os participantes do evento destacaram que as hepatites constituem um importante problema de saúde pública, já que muitas vezes a doença se manifesta de maneira silenciosa. Por essa razão, o cuidado articulado pela Atenção Primária, integrado ao acompanhamento pela equipe de Saúde da Família, é fundamental para o enfrentamento à doença. Além da vacinação, a rede municipal de saúde oferece testagem rápida para hepatite nas unidades de Atenção Primária (centros municipais de saúde e clínicas da família).
Vacinação
A vacina contra a hepatite A é disponibilizada para adultos usuários de profilaxia pré-exposição (PrEP), bem como para pessoas com imunossupressão e pessoas com doenças no fígado (hepatopatias crônicas), entre outros públicos prioritários. O imunizante também faz parte do calendário de imunização infantil, sendo indicado a crianças de 15 meses de idade (podendo ser utilizada a partir dos 12 meses até 5 anos incompletos). Veja os públicos contemplados neste link: https://saude.prefeitura.rio/wp-content/uploads/sites/47/2025/03/INDICACOES-DOS-CRIE-atualizada-em-31.03.2025.pdf.
Contra a hepatite B, a primeira dose é aplicada ainda na maternidade, nas primeiras horas de vida, e o esquema é completado com a vacina pentavalente aos 2, 4 e 6 meses. Caso não tenha feito as três doses da vacina, procure uma clínica da família ou centro municipal de saúde para mais orientações.













