Dia do Médico de Família e Comunidade: cuidado que ensina

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Publicado em 19/05/2026 - 10:45  |  Atualizado
Há 13 anos no SUS, Márcio Henrique hoje é preceptor e ajuda a formar outros especialistas | Crédito: Edu Kapps/SMS

Ensinar e acolher. Esses são os pilares que regem o trabalho do médico de família e comunidade Márcio Henrique de Mattos, que atua há 13 anos na Clínica da Família Ana Maria da Conceição, em Vila Kosmos. No Dia Mundial do Médico de Família e Comunidade, comemorado em 19 de maio, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) celebra a história de um dos profissionais com mais longa trajetória na linha de frente da Atenção Primária, promovendo cuidado integral e criando vínculo direto com a população.

Desde 2013 na mesma unidade, Márcio brinca que já é “R14” (residente do 14º ano). Ao longo dessa década, ele viu a CF Ana Maria da Conceição se transformar em uma referência de ensino. A unidade começou com duas equipes de residência, hoje conta com cinco e recebe internos de todo o Brasil. 

“Nesse tempo a gente conseguiu fazer muitas melhorias dentro da unidade e nos processos para formação. Hoje somos uma ‘unidade-escola’. O trabalho da equipe é bem ajustado e isso ajuda muito na formação. No final das contas, com certeza isso contribuiu muito para a assistência ao usuário”, explica o médico.

Márcio é preceptor do Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade da Secretaria Municipal de Saúde. Criado em 2012, o programa já formou cerca de 1.200 médicos na especialidade, com abertura de 150 vagas por ano. Juntando com a residência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o município do Rio é o maior formador de médicos de família e comunidade do Brasil.

Crédito: Edu Kapps/SMS

Clínica da família como referência no território

A trajetória de Márcio na medicina de família começou ainda na graduação, na Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ), em projetos de pesquisa na Atenção Primária. Algumas histórias que encontrou pelo caminho despertaram a paixão pela especialidade. Na época, em 2007, a cobertura de saúde da família na capital carioca era pequena. Mas o desejo de atuar em diversas áreas do cuidado, do pré-natal aos idosos, o levou à especialização. 

“A medicina de família veio muito nesse contexto de querer fazer um pouquinho de tudo dentro da medicina. Acho que o médico de família é um pouco isso”, define ele. 

O ensino sempre foi o norte de sua carreira. Desde a faculdade, sentia-se inclinado para a área acadêmica, o que o motivou a buscar uma residência que valorizasse a preceptoria. Hoje, além de médico da equipe, ele atua como preceptor e responsável técnico, conciliando a assistência direta aos pacientes com a missão de guiar profissionais que estão começando. A unidade também se destaca pela permanência de seus profissionais e pela forte inserção comunitária, com projetos como o “Fala Ana Maria”, um colegiado que reúne lideranças locais para discutir as necessidades do território.

Márcio conta que a rotina na Clínica da Família Ana Maria da Conceição exige sensibilidade para lidar com a “vida real” e a imprevisibilidade de um território complexo. Ele ressalta que a unidade é, muitas vezes, o único porto seguro para a população em um raio de dois quilômetros.

“A clínica da família é um lugar que costumo dizer: se você chega com dez coisas para fazer, você vai fazer 50, e aquelas dez que você achou que faria, não fez ainda. É um lugar de muita imprevisibilidade, porque as pessoas têm uma referência ali com a gente. Quando elas se sentem mal, nos procuram. A partir da escuta, nós conseguimos executar a linha de cuidado”, define.

Formar para fortalecer o SUS

Márcio destaca que o médico de família é o grande articulador das redes de cuidado e usa ferramentas técnicas para enxergar o paciente em sua totalidade. Com 13 anos de dedicação à mesma comunidade, ele salienta que o investimento na formação desses profissionais é o que garante a solidez da saúde pública no Rio.

“Meu propósito é formar para fortalecer o SUS”, afirma o médico, que parafraseia Carlos Chagas para descrever a alma da unidade na Vila Kosmos: “Aqui a gente atende porque está formando, e a gente forma porque está atendendo. É um círculo frutífero.”

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é o órgão da Prefeitura do Rio de Janeiro responsável por reformular e executar a política municipal de saúde e, como gestora plena do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade, garantir o atendimento universal da população, conforme os preceitos do SUS. É a SMS que, diante do conhecimento das características e demandas próprias da população carioca, organiza as prioridades da saúde pública da cidade, dentro do que é previsto nas políticas públicas e serviços ofertados pelo SUS.

 

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