Realidade virtual impulsiona CER Leblon em unidade com Saúde 4.0

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Publicado em 09/01/2026 - 09:00  |  Atualizado em 08/01/2026 - 17:24
Aparelho tecnológico beneficia pacientes com delírios e contribui para o fluxo das internações - Foto: Edu Kapps/SMS

“Parece que estou em Curitiba!”. Um óculos de realidade virtual com temática 360º transportou Antônio Santiago Pereira, paciente internado do CER Leblon (Coordenação de Emergência Regional), na Gávea, para a região Sul do Brasil. Pedalando na bicicleta, vendo montanhas e o rio, ele estava em outra realidade, relaxante, fora do ambiente hospitalar. Essa tecnologia de referência científica mundial está sendo utilizada na unidade auxiliando na reabilitação física, prevenção de delírios e humanização dos pacientes do Centro de Terapia Intensiva (CTI).

Assim como Antônio, mais de 60 pacientes já passaram pela experiência com o equipamento de realidade virtual na unidade. Com casos de sucesso da aplicabilidade em protocolos clínicos dos hospitais universitários de países como Alemanha, Estados Unidos, Canadá e Japão, a ferramenta tem colaborado para tornar a experiência do paciente internado do CER Leblon mais amena. Cooperando para o ciclo de internações da unidade fluir de forma mais prática e funcional, a abordagem é uma aliada dos profissionais de saúde para proporcionar avanço clínico e contribuir na desospitalização. 

“Parecia que eu estava em casa e não aqui no hospital. Faz muito tempo que eu andei de bicicleta, não tenho mais a firmeza de antes. Me lembrou de um tempo atrás de quando eu viajava para Curitiba, pegava o ônibus no Rio e passava por São Paulo até chegar no Sul. Me senti bem”, contou Antônio, paraibano e morador de Jacarepaguá, que deu entrada no CER Leblon com quadro de doença pulmonar obstrutiva crônica. Ele foi acompanhado por equipe médica especializada e recuperou sua autonomia com a ajuda do óculos. Paciente recebeu alta hospitalar.

Desde exercícios físicos para equilíbrio, até simulações cognitivas para orientação espaço-temporal, a equipe de gestão, unida com a área de fisioterapia, estudou como colocar em prática óculos de realidade virtual na rotina hospitalar. Da testagem até a autorização da utilidade, as vantagens se destacaram e motivaram a unidade a usar a realidade virtual no projeto interno chamado Redução de Delírio, voltado a pacientes que começam a apresentar sinais clínicos de desorientação ou confusão. O diretor do CER Leblon, Berguer Guimarães, pontua que há evidências de que a realidade virtual é eficaz na redução da incidência e duração do delírio hospitalar, especialmente em unidades de terapia intensiva, ao proporcionar estímulos cognitivos, sensoriais e motores controlados. 

“Do ponto de vista científico, estudos demonstram que a realidade virtual melhora o engajamento dos pacientes, favorece a neuroplasticidade e acelera a recuperação funcional. A utilização de realidade virtual ativa áreas motoras e sensoriais do cérebro de maneira mais intensa do que exercícios convencionais, além de promover maior adesão às terapias. Essa ferramenta usada na reabilitação física contribui para o treinamento de equilíbrio, melhora da performance motora e da função cardiovascular, especialmente em pacientes idosos ou em reabilitação pós-operatória”, explica Berguer.

Para o paciente entrar no fluxo de uso da realidade virtual, ele passa por uma avaliação da equipe de fisioterapia e médica que, de acordo com o perfil e seu estado de saúde, vai recomendar ou não a inclusão na prática do óculos. Aqueles que estão acordados, em alerta e cooperativos, livres de isolamento respiratório e capazes de sentar à beira do leito com controle de tronco estão aptos a entrar no mundo da realidade virtual com temáticas, indo do parque de diversão; rio relaxante; cachoeira; rafting (prática de descida em corredeiras com botes infláveis); ciclismo; uma viagem aos Emirados Árabes Unidos; entre outras opções. A equipe se atenta para alguns critérios de interrupção, como pressão arterial média menor que 65 mmHg ou acima de 110 mmHg e a elevação dos batimentos cardíacos. 

Quem colocou o óculos de realidade virtual pela primeira vez foi o paciente Clébio da Silva. Convivendo desde nascença com o problema no sopro (ruído adicional nos batimentos cardíacos), ele teve uma piora no quadro e ficou internado na unidade. A saudade da vida lá fora bate mais forte e emociona.

“Faz um tempo que eu não vejo o céu, o sol e a rua. Eu coloquei o óculos e vi algumas montanhas, riachos e até tartarugas. Eu olhei para cima e fiquei admirando o céu. Tudo isso me lembrou da minha vida fora daqui, da minha rotina. Você fica tranquilo e maravilhado, te ajuda bastante a se acalmar”, compartilhou Clébio, que foi transferido via regulação estadual para realizar a cirurgia de troca valvar em unidade especializada em cardiologia, procedimento no qual substitui uma válvula cardíaca doente por uma prótese. 

O CER Leblon é uma unidade que vem apostando na saúde 4.0, aliando tecnologia e cuidado, e quer inspirar novos protocolos tecnológicos na rede municipal. Basta estar na unidade para perceber as televisões com informativos em tempo real; tablets que proporcionam videochamadas entre quem está internado e seus respectivos familiares separados pela distância geográfica; e inteligência artificial chamada R.A.F.A com sons e imagens que replicam o que o paciente quer expressar à equipe multidisciplinar. O Hospital Municipal Miguel Couto, vizinho ao CER Leblon, também já começou a testar o óculos de realidade virtual em sua rotina.

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