Carnaval 2026: Souza Aguiar realiza simulado de múltiplas vítimas

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Publicado em 30/01/2026 - 15:28  |  Atualizado
Treinamento, em parceria com o SAMU, mobilizou mais de 100 profissionais - Foto: Edu Kapps/SMS

O Hospital Municipal Souza Aguiar realizou nesta sexta-feira (30/01) um treinamento inédito de Incidentes com Múltiplas Vítimas (IMV). A ação, desenvolvida em parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), funcionou como um “ensaio técnico” de alta complexidade para garantir a prontidão total durante o carnaval. O exercício simulou um atropelamento de diversas pessoas e testou a capacidade de resposta imediata dos serviços de resgate e atendimento diante de desastres em grandes aglomerações.

O treinamento colocou em prática o Plano de Múltiplas Vítimas, criado pelo médico Francisco Eduardo Silva, coordenador da Residência de Medicina de Emergência, junto a staffs e residentes da unidade, com base nas diretrizes do Mass Casualty Management (MCM) Course da WHO Academy, realizado em outubro de 2025.

“Este plano é o resultado de uma imersão técnica internacional aplicada à nossa realidade. O objetivo é transformar o caos de um desastre em um fluxo ordenado e eficiente, onde triar e priorizar corretamente o atendimento salva vidas que poderiam ser perdidas em um atendimento convencional”, explica o médico Francisco Silva.

A simulação testou a integração entre o atendimento pré-hospitalar e a emergência. A operação impactou toda a estrutura da unidade: do controle de fluxo na recepção e classificação de risco ao suporte avançado na Sala Vermelha e no Centro Cirúrgico.

Daniel Schubert, médico emergencista e preceptor da Residência Médica do HMSA, reforçou a importância da mobilização:

“Queremos garantir que, quando o Rio de Janeiro precisar, nossa equipe esteja coordenada e pronta para oferecer o melhor atendimento de emergência, com escalas reforçadas e fluxo rigorosamente testado”, explicou o médico.

Eventos com múltiplas vítimas exigem dedicação exclusiva, com esforço coletivo das equipes, focado em salvar o maior número de vidas, em um curto espaço de tempo. O cenário contou com 20 voluntários fazendo o papel das vítimas, desafiando a agilidade das equipes em triagem e tomada de decisão sob pressão.

“A ideia foi justamente treinar a priorização frente a um desastre. Precisávamos entender como o hospital responde a um acidente de grandes proporções em tempo recorde, e o resultado foi extremamente positivo. Mobilizamos a unidade de ponta a ponta: desde a sala vermelha até o centro cirúrgico, todas as equipes, envolvendo os médicos, o corpo de enfermagem, maqueiros, agentes de limpeza, recepcionistas e controladores de acesso, ninguém ficou de fora. Sem descuidar do acolhimento às famílias, realizado por uma equipe multiprofissional especializada”, avaliou a diretora do Hospital Souza Aguiar, Paula Travassos.

Paula Travassos, diretora do Hospital Souza Aguiar. Foto: Edu Kapps/SMS

A operação foi liderada pelo médico Mauro Massa, chefe de equipe da emergência, que coordenou o fluxo técnico dos atendimentos. O contingente incluiu 50 médicos (entre staff e residentes de Medicina de Emergência) e 50 profissionais de enfermagem (25 enfermeiros e 25 técnicos).

“O objetivo foi o refinamento. Em uma situação de caos, cada segundo conta. Queremos que cada profissional, do maqueiro ao cirurgião, saiba exatamente sua função”, destaca Massa.

A integração com a força de salvamento foi o diferencial do exercício. A chefe do SAMU Rio de Janeiro, a coronel Bárbara Alcantara, reforçou:

“Saúde pública não se faz de forma isolada, por isso o convite do Souza para o simulado foi excelente. Embora seja uma atividade rotineira, essa articulação interinstitucional é fundamental para identificarmos o que precisa ser ajustado. O evento foi um sucesso e estamos sempre abertos a futuras parcerias. No Souza, sempre encontramos uma ótima recepção e mantemos um excelente relacionamento.”

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é o órgão da Prefeitura do Rio de Janeiro responsável por reformular e executar a política municipal de saúde e, como gestora plena do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade, garantir o atendimento universal da população, conforme os preceitos do SUS. É a SMS que, diante do conhecimento das características e demandas próprias da população carioca, organiza as prioridades da saúde pública da cidade, dentro do que é previsto nas políticas públicas e serviços ofertados pelo SUS.

 

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